Reunião entre índios e Polícia Federal tem resultados positivos em Paranhos

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Foto: Aty Guassu

Lideranças indígenas do movimento de retomada da área Arroyo Korá se reuniram ontem, 13, com a Polícia Federal e servidores da FUNAI, coordenação de Ponta Porã. Os indígenas firmaram compromisso de garantir livre acesso à polícia, à Força Nacional e à FUNAI na área.

Dois delegados e dois agentes da Polícia Federal, além de aproximadamente 15 homens da Força Nacional estiveram monitorando o local. A PF encaminhou um relatório da situação da retomada à superintendência de Campo Grande, para que sejam estabelecidos parâmetros para as investigações do ataque de pistoleiros aos indígenas e o desaparecimento do Guarani Kaiowá João Oliveira. A PF divulgou ainda que, na área retomada, foram encontradas uma cápsula de munição calibre 32, quatro cápsulas de calibre 38 e 25 cartuchos de calibre 12, confirmando o ataque aos índios em Arroyo Korá, município de Paranhos, na última sexta-feira.

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Foto: Aty Guassu
Cartucho calibre 12 encontrado pela PF em Arroyo Korá

Lideranças indígenas do movimento declararam que uma criança com aproximadamente um ano de idade morreu ontem, em decorrência do ataque ao acampamento, mas as circunstâncias da morte ainda serão investigadas. Segundo o DSEI, Distrito Sanitário Indígena, o corpo da criança será encaminhado hoje para o Instituto Médico Legal de Ponta Porã, para que a causa da morte seja esclarecida.

A coordenadoria regional da FUNAI em Ponta Porã deu continuidade ao atendimento aos indígenas, que já determinaram Arroyo Korá como acampamento oficial Guarani Kaiowá. Os acampados receberam do órgão 20 cestas de alimentos, 70 quilos de charque e 70 mantas: “A FUNAI inseriu, ontem, o acampamento nas atividades regulares de assistência através da regional e da CTL, Coordenação Técnica Local, de Paranhos. No início faremos esse atendimento pela área regularmente ocupada de Arroyo Korá, mas já estamos acionando a procuradoria da Fundação para que possamos atender legalmente os indígenas no próprio acampamento”, disse a chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial Indígena da FUNAI, Juliana Melo.

Na última sexta-feira, 10, cerca de 400 indígenas retomaram a área conhecida como Arroyo Korá, homologada em 2009 e ainda ocupada por fazendeiros por força de liminar judicial. Em declaração feita em conjunto, as lideranças do acampamento informaram que os indígenas vão permanecer na área retomada até que o STF, Superior Tribunal Federal, julgue o mérito da questão: “Nós aguardamos por muito tempo a justiça julgar. Estamos cansados, queremos nossa terra sagrada. Vamos ficar aqui. Precisamos da terra para plantar, para viver, para ver nossos filhos crescerem, para construir nossas famílias como nossos ancestrais fizeram aqui”, disse o grupo.

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por funaipontapora

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