Reunião entre MPF, FUNAI e Índios é interrompida por tiros em Paranhos

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Foto: Aty Guassu

Cinco tiros foram disparados à distância durante uma reunião entre Ministério Público Federal e lideranças Guarani Kaiowá, nesta semana, no acampamento Arroyo Korá, município de Paranhos.

A reunião começou à uma hora da tarde do último dia 28, com o objetivo de tratar da questão fundiária e das demandas da comunidade indígena. Um servidor da FUNAI também estava presente, à pedido do Ministério Público. Segundo ele, que não pode se identificar por motivo de segurança, cerca de uma hora e meia depois do início do encontro, cinco tiros foram ouvidos nas imediações do acampamento. Ninguém ficou ferido e, após o fim da reunião, o MPF seguiu sua agenda de trabalho em outra terra indígena.

De acordo com o conselho da Aty Guassu, os tiros vieram de pistoleiros contratados pelos fazendeiros da região, com o intuito de intimidar os participantes da reunião. A FUNAI informou a polícia federal e acionou sua procuradoria para tomar as medidas legais necessárias sobre o caso.

Clima de tensão

Desde o dia 10 de agosto, índios Guarani Kaiowá retomaram a área denominada Arroyo Korá, no sul de Mato Grosso do Sul, que, embora reconhecidamente território indígena, ainda era ocupada por fazendeiros. O movimento de retomada teve como resposta um ataque de pistoleiros. O guarani kaiowá Eduardo Pires está desaparecido desde então.

Na semana passada, o clima de tensão aumentou depois das declarações à imprensa, do produtor rural, Luiz Carlos da Silva Vieira, conhecido como Lenço Preto. O fazendeiro prometeu uma guerra armada contra os índios: “Nós vamos partir pra guerra, e vai ser na semana que vem. Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem. A maioria dos fazendeiros está comigo. Arma aqui é só querer. Eu armo esses fazendeiros da fronteira rapidinho, porque o Paraguai fica logo ali, e na guerra não tem bandido”, disse.

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por funaipontapora

Um comentário em “Reunião entre MPF, FUNAI e Índios é interrompida por tiros em Paranhos

  1. Por que o MPF não abriu um inquérito contra esse assassino declarado ??? Tem até vídeo como prova em que ele afirma todas essas ameaças e a contratação de pistoleiros, prisão preventiva já.

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